4 dicas para um relacionamento de alma para alma

Recebemos em nosso trabalho de constelação sistêmica, inúmeros clientes com dificuldades de relacionamento. Muita separação, muito divórcio, pessoas com medo de se relacionar, outras dentro de relações em que se anulam ou, ao contrário, anulam o parceiro. Todos querem amar e ser amados. E então, fica a pergunta: por que um relacionamento não dá certo? Mas prefiro fazer a pergunta de forma construtiva, e até convido você também a sempre utilizar esta estratégia: não busque o porquê do problema – busque a solução. Então, a pergunta seria: como um relacionamento pode dar certo?

Bem, querido leitor, querida leitora, a explicação é simples: a qualidade das nossas relações está de acordo com a qualidade da nossa relação conosco mesmo. Atraímos para nós pessoas emocionalmente maduras ou imaturas, conforme sabemos lidar com nossas próprias emoções. Isto quer dizer: como você lida com o seu medo? Como você lida com a cobrança externa? E a sua cobrança interna? O que você espera que os outros façam por você? O quanto você está disposto a fazer pelo outro? Qual o grau de sinceridade, quer dizer, o quanto você é capaz de ser “você mesmo” nas relações? Sim, ser você, porque na relação social, vestimos muitas máscaras, aquele jeito Big Brother de ser: eu sou o bissexual, eu sou o espiritualista, eu sou o bonzinho, eu sou o “trator”, mas numa relação afetiva, as máscaras não sobrevivem muito tempo. Em pouco tempo, nosso lado agressivo, impaciente, cobrador, egoísta, provocador, ou por outro lado, submisso, acanhado, tímido, sem autoconfiança se demonstra… Somos desmascarados, e então, a tendência é culpar o outro. Mas o outro está nos mostrando somente fragmentos de nossa própria personalidade. Assim como nós, com certeza, estamos demonstrando ao outro fragmentos da personalidade dele. Não somente relações, mas vida profissional, saúde, capacidade de demonstrar seus dons ou não, tudo que ocorre no mundo externo, é um espelho do meu mundo interno.

Acho que ficou claro a primeira dica para um bom relacionamento saudável:

1 – Assumir a própria responsabilidade e cuidar de suas emoções conflitantes

Ok. A idéia é simples, mas na prática, sei muito bem que é uma longa jornada de autoconhecimento. Quando eu casei, procurei fazer uma vida de casal “certinha”: casa própria, dois filhos, empresa, carro na garagem, fidelidade, a tal da “família Doriana”… Bem, não foi nada daquilo! Dentro de mim, havia muita raiva pela separação dos meus pais, quando eu nasci, de uma vida de traições, bebedeira e irresponsabilidade do meu pai, pela ausência total da minha mãe, entre dezenas de outras coisas. Eu tinha muita raiva e mágoa escondidinhas dentro de mim. É verdade: estavam tão bem escondidinhas, que eu mesmo não via. Era líder espiritualista, uma pessoa calma por fora… Bem, quando percebi que minha vida, mesmo tendo tudo o que eu “tinha que ter” para ter prazer, não me trazia satisfação, comecei a perceber os mecanismos emocionais que detonavam com a minha fantasia de família feliz. E aí começou o meu trabalho emocional: ao perceber que tudo o que eu fiz para ser feliz, não deu resultado, comecei a olhar para dentro, e perceber as razões internas do meu fracasso no intuito de “ser feliz”.

O papai e mamãe não são culpados pelos nossos problemas emocionais. Eles atuam como catalisadores de emoções que já trazemos do nosso sistema familiar. Não vou me alongar neste tema, porque isso não é o assunto de agora. Mas o que posso dizer é: papai e mamãe são instrumentos do Universo para que possamos manifestar o nosso potencial infinito, nossa capacidade infinita, enfim, para que possamos viver no amor e Ser o amor, que é o objetivo final da nossa experiência neste plano. E sim! Eles vieram para simbolizar o atrito! Sim! Eles vieram para reafirmar em nós a crença de que somos excluídos! Que não temos amor, porque não recebemos amor! Assim como nós, como pais, também ocupamos o mesmo lugar em relação aos nossos filhos – por mais que queiramos fazer o contrário que nossos pais fizeram.

O atrito nos torna forte. A dor nos torna inexpugnáveis. Porém, a nossa humanidade está acostumada a vender a idéia de que o prazer é ausência da dor. Ausência do sofrimento. Infelizmente, poucos percebem que dor e sofrimento são ilusões criadas e mantidas pelas mentes focadas em cobranças do passado. Seja da infância, muitas vezes com reais dificuldades, seja do passado sistêmico, quer dizer, identificações que trazemos embutidas em nosso código genético – ou sabe-se lá de que forma, onde nos identificamos com a exclusão e dor de antepassados. Pessoas da nossa família que foram esquecidas pela mesma: por exemplo, abortos não revelados, criminosos que foram expurgados do convívio familiar, famílias que foram obrigadas a imigrar, doentes mentais, crianças abandonadas, enfim, tudo o que ocorreu no passado familiar está vivo em você, hoje.

Todas estas emoções que carregamos produzem uma forte energia de atração. Sabe o que isso quer dizer? Atrairemos parceiros que servirão como estopim para que possamos resolver estes conflitos. O universo não é sábio? Assim, a segunda dica é: medite profundamente, em torno da pergunta:

2 – Quando tenho problemas com o meu parceiro, o que sinto, profundamente, em minhas emoções mais essenciais?

Verifique em si mesmo: medo do abandono? Insegurança? Medo de perder o apoio financeiro? Raiva por alguém estar lhe negando, de diversas formas? Vontade de morrer? A sensação de que você nunca será feliz sem alguém ao lado?

Quando trabalhamos o autoconhecimento sozinhos, é muito fácil cairmos no erro da autoenganação. Acharmos que estamos evoluídos, até iluminados. E com certeza, o nosso Eu Superior, que é a parte da psique mais próxima e conectada com o Universo, com Deus, é puro, perfeito, intuitivo. É bem provável que você já teve inúmeros vislumbres deste Eu perfeito. Porém, enquanto não é possível viveecom êxtase, percebendo que não existe imperfeição no mundo, significa que emoções conflitantes ainda estão atuantes. Estas emoções serão colocadas a prova nas relações. Posso me enganar que sou autoconfiante, mas quando minha parceira diz “você é um inútil’, aí poderei saber se realmente “estou me bancando”, ou é apenas uma postura, uma máscara. Se eu partir para a reação, ou ficar atingido, significa que não estou maduro emocionalmente. Ainda… E assim por diante… Assim, a terceira dica para um relacionamento saudável, é:

3 – Assuma as emoções conflitantes do seu Eu inferior. Perceba que você é representante da sua mente familiar coletiva, e harmonize-a

Tire as máscaras. Para si mesmo, não para o outro. Cada um que faça o seu trabalho. Quando você traz para a consciência algo que estava no inconsciente – dores, mágoas, raiva, ódio, inveja, ganância – você tira a energia destas emoções. Reprimi-las, fingir que elas não existem, deixa estas emoções fortes, que estouram no primeiro sinal de conflito. Não é verdade? Estouram nas brigas, mas também estouram em sintomas psicossomáticos. Doenças… No começo, sem dúvida, esta atitude traz incômodo. Ninguém gosta de ver na própria cara, sentimentos que procurou manter tão bem escondidos. Não procure explicar racionalmente as razões destes sentimentos. Papai e mamãe, como foi dito, podem ter despertados estas emoções, que estavam encubadas em si… O sistema familiar clama para que você faça o seu trabalho de purificação interior, emocional, para que o Todo familiar, que está em si, possa estar em harmonia, novamente. Assim, você se sentirá, cada vez mais, melhor consigo mesmo. Inclua as partes que não aceita em si mesmo. Inclua tudo o que você nega: seus medos, suas taras, seus complexos, suas frustrações. Até porque elas não “são suas”, pois também fazem parte do seu sistema familiar. Mas não segure estas energias. Incluir significa: vejo, reconheço, e deixo ir. Não tema que você se transformará num monstro, incontrolável. Se você está entendendo o que eu digo, significa que um lado seu, do seu Eu Superior, está desperto e atento, auxiliando-o neste trabalho de limpeza interna. Não se esqueça nunca: você é luz, é puro e perfeito. Em sua essência, há harmonia, há coragem, há união, há amor. E estas dádivas estão em suas mãos, aqui e agora. Basta ir descobrindo a irrealidade das emoções conflitantes, percebê-las como herança do passado, revivê-las e deixar que a energia delas se dissolva.

E então, a última dica de hoje:

4 – Faça o trabalho da sua purificação emocional e da harmonização do seu sistema familiar, segurando nas mãos do seu Eu Superior

Não pense que é o seu Ego, sua mente racional, seu Eu inferior que está fazendo o trabalho. Deus atua por si e através de si. O bem se manifesta por si só. Não há como a mente criar o bem. O seu trabalho é permitir que a luz ilumine a sua própria mente, sua psique, para que as trevas se dissolvam. Não é você quem faz a luz. Entenda bem isso. Você já é um Mercedez Bens, e se ele está sujo, basta limpá-lo. Não pense que você é um Fusca sujo. Nós, seres humanos, não podemos fazer o bem, trazer a luz, sermos bons. O bem, a luz e o amor já é matéria-prima do universo. Já foram, se podemos dizer assim, “inventados” por Deus. Como nós poderíamos inventar algo que já existe? Você já é o bem em si mesmo. Revele-se. E então compartilhe. Não só nos relacionamentos afetivos, mas na vida profissional, na família, com os amigos…

Um relacionamento honesto e transparente é um dos maiores presentes que você pode dar a si mesmo. Construa-o e usufrua do prazer que a limpidez lhe dá.

Próximas datas de constelação em grupo: 7 e 28 de fevereiro, das 9 às 18 horasClique aqui e saiba mais 

Oficina Autoimagem e Caminhos com constelação sistêmica: Início: 11 de fevereiro de 2010 

Oficina Raízes e Amor Próprio: Início: 10 de fevereiro de 2010 

Curso de Formação e Treinamento em constelação sistêmica: Início: 13 e 14 de março de 2010

Satsang de Prembaba, em 16 de outubro de 2009

Prembaba

Prembaba

É com muito carinho e respeito que transcrevemos na totalidade o satsang do querido Prembaba,  ocorrido no último dia 16 de outubro, onde eu, Alex Possato, Theresia Maria, e mais um grande grupo dos nossos amigos e clientes nokomando pudemos nos deliciar com as palavras, energia e amor que fluem do universo, através do trabalho deste ser especial. Aproveitamos para comunicar que a nossa querida Theresia Maria Spyra estará embarcando para a Índia no dia 20 de dezembro, onde, em companhia da terapeuta e amiga Sonia Vipassana, estará visitando locais sagrados, além de passar uma temporada de meditação e devoção no ashram de Sri Hans Raj Maharajj, guru do amado Prembaba. Boa leitura! Muitos insights!

Pergunta: Querido Prembaba. Queria pedir para falar mais sobre este processo de transformação pelo qual muitas pessoas têm passado. Como lidar com ele? Como ajudar as pessoas a compreenderem melhor? Como auxiliar estas pessoas e o que se pode fazer para minimizar a dor ou ajudar… facilitá-la?

Resposta: Você sente que está havendo um processo de transformação? Sim? Nem todos sentem. Aqueles que estão bastante anestesiados, talvez não percebam, mas quem já começou o processo de despertar da consciência, está percebendo. E quanto mais sensível, mais intenso está o processo pra você. Eu diria que talvez a mais profunda transformação que a nossa Terra já experimentou. Uma transformação que está ocorrendo em todos os níveis. Não existe separação. Tudo o que o planeta Terra está experimentando, cada um de nós está experimentando também. A crise nos recursos naturais, a crise de sustentabilidade, crise econômica, todas as mudanças no clima… são mudanças profundas. E isso é somente uma manifestação exterior do que está acontecendo dentro de cada um. Uma profunda reviravolta.

Existe uma lei espiritual que diz que o erro deve desmoronar. Todas as construções que foram criadas a partir da máscara, elas devem desmoronar, para que o verdadeiro possa surgir. Esse desmoronamento não acontece sem sofrimento, porém, ele pode ser mais fácil quando você compreende que ele é necessário. Porque a oposição que você faz a ele por considerá-lo errado, gera mais sofrimento. Quando você pode compreender que esta destruição é necessária, para que algo novo possa surgir, então fica menos sofrida. Eu estou me referindo a destruição de um modelo de vida. A destruição de uma imagem que você criou.

Trazendo isso para o seu dia-a-dia, eu tenho visto este tão profundo questionamento a respeito do que fazer, para onde ir. Eu caso ou me separo? Eu continuo neste empregou ou mudo? Eu continuo nesta cidade ou mudo, para onde eu vou? O que eu faço da vida? Tenho recebido muita gente aflita, tenho recebido muita gente desesperada. Sem saber o que fazer, nem para onde ir. E chega a mim com muita dificuldade, porque duvida que eu possa ajudar, porque está dentro de um turbilhão de medo, dúvida, raiva e tantos outros sentimentos.

E por que será que você está encarnado neste momento no planeta, este momento em que a Terra está passando por tão profunda transformação? Qual será a sua tarefa? Se você não está familiarizado com este assunto, então eu estou lhe despertando, para que você possa começar a se conscientizar… Se você ainda não pode perceber estas mudanças, em breve você irá ver, se ainda não pode perceber o óbvio. Não tem como mais evitar o impacto de uma mudança radical. O que você pode fazer é tentar minimizar, mas eu sinto que ainda o mais importante é aprender a conviver com as mudanças, e compreender qual é o seu papel neste momento.

No mais profundo eu vejo que a mudança é um trânsito do medo à confiança. O que está desmoronando é o império construído a partir do medo. O medo da escassez. O medo de que vai faltar. Daí nasce essa necessidade de acumular, de consumir, de produzir… pra poder consumir… E pra produzir tanto e consumir tanto, haja recursos naturais. Na década de 60, éramos em torno de 2 bilhões. Hoje nós somos em torno de 7 bilhões. 7 bilhões. E não para de crescer. A população não para de crescer e de agir a partir dos mesmos princípios equivocados. Porque a ignorância procria a ignorância.

E como é que está o medo dentro de você? Como é que está o medo de escassez dentro de você? Você está sendo convidado a se mover em direção à confiança. Isso implica numa mudança radical. Você me pergunta: como é que eu posso ajudar? Eu vejo, que uma forma bastante simples de ajudar é você mergulhar fundo em si mesmo, e reconhecer qual é a sua parte que lhe cabe, qual é a sua tarefa neste momento. O que você pode fazer para ir além do medo? Todos aqui, sem exceção, têm recebido instrução. Instrução que vem dos planos superiores. De diversas maneiras, a instrução tem chegado até você. Ou diretamente, ou através da intuição, ou através de um insight, de um sonho, mas você tem recebido instrução. Até do próprio ego consciente. E eu tenho visto você se esquivar da instrução. Eu tenho visto você fingindo que não é com você. Você tem colocado a instrução na gaveta. E sabe o que acontece? Você não recebe mais. Porque enquanto você não coloca em movimento o que você já recebeu, não vem mais. E aí você usa o seu velho mecanismo de se revoltar. E achar que Deus esqueceu. E se fazer de vítima.

Quando você coloca em prática aquilo que lhe é orientado, você recebe mais, cada vez mais. Você é preenchido pelo espírito santo. Até que a sua confiança vai crescendo num grau tal, que não tem mais dúvidas. Mas para você estabelecer esta tremenda confiança de que você não está sozinho, de que existe sim uma inteligência superior lhe guiando, lhe pegando pela mão e lhe levando para realizar o seu destino, você precisa colocar em prática aquilo que lhe é orientado. Você precisa arriscar seguir a sua intuição. Porque a intuição é a voz do mestre. É assim que Deus se comunica com você. Mesmo que seguindo na direção proposta pelo seu coração, o seu ego não se satisfaça… As vezes, é exatamente o contrário. Já que o plano divino está te levando para a integração do seu ego. Então o seu ego vai se decepcionar. Ele vai se frustrar. Até que você compreenda que você não tem que seguir o ego. Até que você compreenda que você vai ter que seguir o seu coração. E por mais que em dado momento da jornada, você se confunda, pouco a pouco você vai descobrindo que são coisas muito diferentes. A intuição te leva para a expansão, para a liberdade, para a realização do ser, para a realização da confiança, para a realização do amor, enquanto que o ego está sempre se entrincheirando, sempre se defendendo, sempre querendo reafirmar a separação. Então, o que você pode fazer para ajudar? Mergulhar profundamente dentro de si. A expansão da consciência não é um fenômeno mágico que vai acontecer através somente de uma influência exterior. Requer que você faça a sua parte. E a sua parte é estar atento a cada ansiedade, a cada depressão, a cada medo que surge, entendendo que isto são sinais das suas identificações que precisam ser superadas. E aí você me pergunta: como é que eu posso ajudar o outro? Você pode ajudar o outro, olhando o bom nele. Ativando as qualidades da alma do outro. Nesta fase da jornada, eu sinto que é muito importante que você comece a olhar para o bom que existe no outro e em você mesmo. Não estou dizendo para você fechar os olhos para a sombra, mas depois de ter identificado a sombra, não dê mais nenhuma alimento para ela. Nenhum. Você identificou a dúvida, retire todo e qualquer alimento dela. Coloque toda a sua intenção na confiança. A dúvida vai te espreitar, porque se trata de um condicionamento. Um condicionamento que tem uma contraparte inclusive física. Ela gera uma química, no qual você está viciado. Você quer re-experimentar aquela sensação, por pior que seja… por pior que seja.

E você precisa estar disposto a renunciar este vício. Para isso, você deve estar atento. Atento em observar o que se passa em você. Ampliar a sua percepção ao ponto de esta atento a tudo. De poder reconhecer estes pensamentos quando surgem. Pensamentos que estão a serviço de ativar o sofredor, que se alimenta das emoções negativas. Que se alimentam dos dramas. Que se alimentam das novelas que você cria, cujo enredo é sempre o mesmo: é você carente, você se sentindo inferior, você se sentindo incapaz, você achando que vai faltar dinheiro, que vai faltar comida, que vai faltar isso, que vai faltar aquilo…

E a partir deste sentimento de falta, você gera muitos outros sentimentos, sentimentos negativos que alimentam o sofrimento. O mecanismo muito comum é você ver o defeito no outro. Porque ninguém quer estar no inferno sozinho, não é verdade? Ninguém quer estar no inferno sozinho, ninguém. Você sempre tem que arrumar um jeito de trazer o outro com você. E aí você aponta o dedo, vendo o pior no outro. Então, como você pode ajudar? Olhando o melhor do outro, e trazendo o melhor dele para a superfície. Você não precisa “se cegar” para o defeito do outro. Você olha… mas não dá alimento. Por mais que a pessoa esteja identificada com pior dela, o pior do eu inferior, o pior da criança ferida, ela tem algo positivo, que deve ser identificado e ativado, através da sua atenção. É assim que você pode ajudar. É assim que você pode ajudar.

Tem também muitas outras questões girando em torno do mesmo tema: relacionamento, casamento, sexualidade. Acho que já está bom de perguntas …(risos), tem muitas perguntas aqui. Pois é, parece que este é o assunto da noite. Estou aqui só fazendo uma introdução…

Pergunta: querido Prembaba, como o senhor vê as relações amorosas nestes novos tempos?

Resposta: Então, são muitas as perguntas sobre este mesmo assunto. Aquilo que nós conhecemos como casamento, também trata-se de uma instituição criada a partir do medo. Assim como a nossa economia, assim como todo o nosso sistema de vida que está neste momento entrando em colapso. O casamento também está entrando em colapso. Normalmente, duas pessoas se encontram mas não sabem o que de fato estão procurando. Elas estão procurando algo, mas não sabem o que estão procurando. Não sabem que estão procurando uma parte de si mesmas, no outro…

Estão obcecadas com a idéia de que a segurança está em ter, em ser o exclusivo proprietário de tal bem. Assim como você faz com um carro, com a casa, com o alimento, você tem feito com o sexo oposto. Você me pergunta: como deve ser a relação amorosa neste novo tempo? Primeiro temos que entender como ela é hoje… vamos por parte. Você busca alguém para reafirmar a idéia de quem é você.

Espelho, espelho meu… existe alguém no mundo mais bela do que eu? Você quer um espelho mágico. Alguém que diga: sim, minha rainha, sim meu rei, você é a pessoa mais bela do mundo… E quando o espelho diz (espaço de silêncio e risos): Branca de Neve é a pessoa mais bela das mulheres. Aí, você que era todo cheio de amor, todo cheio de romantismo e cavalheirismo… Caçador! Eu quero o coração! O coração pode ser ou da Branca de Neve, da outra que você acha que é mais que você ou… do próprio espelho! No caso das relações amorosas, é muito comum que você queira destruir o espelho. Então, basta receber um não, que a “besta-fera” vem lá das profundezas (risos) e você quer trucidar o outro… porque ele disse não para você. O casamento tem sido um jogo, um jogo cujo objetivo é forçar o outro a dizer sim pra você. De alguma maneira dizer sim. O dizer sim talvez seja reafirmar sua miséria. Me faço compreender? Talvez, o dizer sim seja reafirmar a sua miséria. Você quer alguém que esteja constantemente reafirmando que você é uma vítima miserável. E se o outro diz: não, você não é uma vítima miserável, você também aciona a besta-fera. Tudo depende de quem você quer reafirmar. Você quer reafirmar qual imagem? Mas você quer reafirmar uma imagem. Você quer que o outro confirme esta idéia de quem é você. Mas é impossível sustentar uma mentira. É impossível sustentar uma imagem. É impossível sustentar uma máscara. Em algum momento ela começa a desmoronar. Neste modelo de casamento, o outro é um patrimônio, para reafirmar esta idéia de quem  você acha que é você. É possível haver prazer? É possível haver êxtase? É possível haver celebração? Não. O que é possível é uma alegria passageira, quando o seu ego é satisfeito, quando você recebe o sim que você está querendo. Neste modelo de casamento, o outro é também o canal de expurgo do seu ódio, você que carrega as mazelas do seu passado no seu sistema, que não pôde ainda perdoar o seu pai, não pôde ainda perdoar sua mãe, pelos maus tratos, pelo desamor, real e imaginado, então, se você carrega esta vingança no seu sistema, você precisa de alguém para colocar esta energia em movimento. Se não você não suporta este ódio no seu sistema. Você implode. Você precisa de canal de alívio. Você precisa de alguém pra machucar. E as vezes, disfarçado com muito amor. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo, mas você remove todo o poder do outro, fazendo ela se sentir insegura, insegura, fazendo ela se sentir inferior, fazendo com que ela não acredite no poder dela… O nome disso é maldade. Alguém pra você culpar pelo fato de estar se sentindo infeliz. Eu tenho uma vida miserável, e você que é culpado! Olha o que você faz!

Quando você não assume a responsabilidade pela sua infelicidade, e faz o outro se sentir culpado, você faz mal de verdade. Faz mal de verdade. Isso é fruto de uma imaturidade espiritual. Quanto mais imaturo, mais você culpa o outro. Mais você acusa o outro pelas suas misérias. Quanto mais maduro espiritualmente, mais você assume a responsabilidade. Por mais que o outro esteja errado mesmo. Mas isso é problema dele, né? Então esta é uma peça que não se encena sozinho. Não é um monólogo. Tem que ter alguém. Porque é uma reedição. É uma reedição da sua infância. As feridas infantis são reeditadas na vida adulta através da escolha dos parceiros. Você escolhe a dedo. A dedo. Dentre os… quanto eu falei? (risos) Sete bilhões? Entre os sete bilhões de habitantes do planeta Terra, você escolhe aquela, aquela… e se não for aquela pessoa, você não vai se sentir entusiasmado (risos)…não vai se sentir motivado,não vai se sentir atraído, não vai se apaixonar, tem que ser aquela que aciona a sua miséria, tem que ser aquela que aciona a sua miséria (risos) para você poder ficar de quatro, estendido…

Aquela pessoa que você escolhe a dedo, ela tem o melhor dos seus pais, aquilo que mais se aproximou do amor maduro, e tem o pior deles também. Tem o pior deles também. Este é o seu trabalho, o seu desafio: identificar o que você está projetando os seus pais nesta pessoa, neste parceiro, entrar em contato com as suas feridas infantis, com as suas dores… quando o outro vem e fala que você é feio, e você quer pular no pescoço dele. Toma consciência. Quem é que você está projetando no outro? Quem é que falou que você é feio? Quem é que você está vendo? E olhar para estas contas abertas que você traz do seu passado. Olhar para as suas mágoas, os seus ressentimentos, que você traz lá de traz, e até hoje você não pôde perdoar. Se você olhar nos olhos da mamãe e nos olhos do papai, você não vai conseguir agradecer de verdade mesmo… Ainda não está na compaixão, não chegou na compaixão. É este mesmo ódio que você projeta no outro. Então, cada vez se torna uma possibilidade de cura da criança ferida. Este é o casamento que a gente conhece. Embora poucos tenham consciência inclusive disso. Muitos estão casados somente para não ficar sozinhos, ou por outros motivos. São tantos motivos, né?]

O casamento da nova era é uma outra coisa. O casamento da nova era é uma fusão de intimidade, de transparência. No casamento da nova era não há segredos entre os parceiros. É tudo colocado às claras, existe uma intensão de suportar a verdade. Tanto a sua como a do outro. E de acolher a revelação do outro. Existe uma intensão clara de se harmonizar com a lei da reciprocidade. Estar com o coração aberto quando o outro está com o coração aberto, e dizer sim quando você houve um sim. Para isso se faz necessário que o encontro aconteça em todos os planos: no físico, no emocional, no mental, no espiritual. Para que este encontro ocorra em todos estes planos, se faz necessário que você purifique todos estes planos. Enquanto houver dentro de você uma necessidade de humilhar o outro, significa que ainda você não chegou neste estágio. Então, o relacionamento ainda é o seu material de escola para você poder curar as suas feridas e tratar da sua criança. Enquanto houver um desejo de muchucar o outro, você está trabalhando com a sua criança ferida. Ainda não são dois adultos se encontrando. Você ainda não chegou na esfera tântrica.

O tantra é um fenômeno muito mal interpretado no nosso mundo. Falar em tantra, as pessoas pensam em técnicas sexuais para ter poder sobre o outro. Tantra não é para criança ferida. Tantra é só para pessoas maduras, é um fenômeno natural, um fenômeno que nasce no coração. Significa estabilidade no amor, estabilidade na união, e daí pode nascer o bramacharya solar, o celibato solar. Que é quando você pode alcançar este mesmo êxtase em meditação. Neste encontro verdadeiro, aonde dois centros se encontram, forma-se um círculo. A energia flui livremente e você experiencia o êxtase profundo. É um vislumbre do samadi. Neste encontro a mente pára, o tempo pára, o ego sai de cena, e isso te estimula a querer reter este estado. Mas já neste estágio da jornada, você sabe que se faz necessário encontrar isso de uma forma solitária. Porque você já sabe que você está buscando fora algo que está dentro de você. Você está buscando a sua contraparte, você está buscando a integração do masculino e feminino. Você está buscando a completude, e o outro é um instrumento. Se você estiver atendo a neste momento, se você fecha os olhos e realmente está com a sua percepção acordada, você pode inclusive ter um click, e neste momento, o círculo se fecha. O masculino e o feminino se encontram dentro de você, e você deixa de buscar fora. Nós estamos falando de duas coisas ao mesmo tempo. Duas coisas que se misturam. Nós estamos falando de um impulso natural do ser humano em direção à união, estamos falando de um impulso em direção à fusão, nós falamos deste poder de unir, que é uma seta, é uma luz em direção à unidade, que é o seu objetivo, o objetivo de todos nós, e estamos falando do eu inferior, da criança ferida que se apropria desta seta, se apropria deste instrumento. Ok? Estou dizendo que o casamento espiritual, o casamento cósmico, o casamento da nova era só vai acontecer quando você puder purificar os seus corpos, você puder curar as suas feridas, quando você puder se libertar do passado. Enquanto isso não ocorrer, serão duas crianças feridas se relacionamento. É um encontro de neuroses.

E… ok! Ok! Se esse é o seu momento. Eu não estou querendo que você esteja num lugar diferente. Se você precisa estar neste lugar, neste momento, ok! O que eu estou querendo é que você possa te consciência de onde você está, aonde é que você pode chegar, e o que você precisa fazer pra poder chegar aonde você pode chegar. Se você veio até aqui, claro que você está em busca da felicidade. Óbvio. Se você veio até aqui, você está querendo realizar o amor, você quer se realizar em Deus. Então, você quer saber qual é o caminho. Eu estou lhe mostrando qual é o caminho. Este casamento entre dois seres maduros ainda é um fenômeno muito raro neste planeta. Fenômeno muito raro, porque ainda é raro seres humanos que possam manifestar valores humanos, porque a maioria ainda está preso no passado, na criança ferida, nos seus pactos de vingança, no ciclo vicioso do amor imaturo, nos seus ciclos sadomasoquistas.

Este casamento baseado no medo, ele está se desfazendo. Está se desfazendo. Não tem mais espaço pro medo. Se todo o universo está te chamando para viver a partir da confiança, então o casamento também está passando por uma transformação, uma ressignificação. Você está realmente questionando. Talvez o ponto principal que deva ser compreendido como uma forma de te ajudar mais objetivamente a transitar para essa nova fase, para este casamento espiritual, é que você não pode ficar com outro, se você não pode ficar com você mesmo. Se você não se atura, como é que o outro vai te aturar? Primeiro você tem que aprender a ficar com você mesmo. Tem que aprender a meditar. Se você quer realmente transitar por este casamento espiritual, tem que aprender a meditar, tem que aprender a ficar só com você mesmo. Isto é uma condição. Estou dizendo também que este casamento é uma ponte para que você manifeste a libertação. É uma ponte para o autêntico celibato, aonde você não depende de ninguém nem de nada, porque você realizou o casamento alquímico dentro de você. Do masculino e do feminino. Então é um caminho a ser percorrido. Onde é que você está nesta jornada?

Tome consciência de onde você está… coragem… e… realizar o trabalho que tem que ser realizado. Devagarinho, realizar a purificação do seu sistema, para que o seu coração possa se abrir, e você possa sustentar o prazer.

Então, meus amados amigos, neste dia tão auspicioso, dedicado a reverenciar o aspecto da divindade que chamamos de mahalakshimi, a deusa do amor, da abundância, da prosperidade, se faz necessário que reconheçamos que este poder só se manifesta quando nós estamos dispostos a purificar o que tem que ser purificado. Este poder em si mesmo, ele nos auxilia a purificar o coração. Muitas coisas foram ditas hoje.  Então, quando você chegar à sua casa, logo mais à noite, antes de você se recolher, procure se lembrar do que foi dito ou daquilo que te tocou. Isso vai te ajudar a receber o que estou lhe dando.

E para completar, alguém pergunta assim:

Pergunta: Mestre, por que temos tanta dificuldade para dominar o ego? Por que é tão difícil apenas ser? E por que as vezes temos dificuldade em receber carinho, amor, luz? Por que nós temos tantos medos?

Resposta: Esta é uma boa questão. A corrente cósmica de êxtase, ela parece aniquiladora, esmagadora, se você está identificado com algum aspecto sombrio da personalidade. Você tende a desaparecer. Então, se você tem o prazer como um perigo, o amor como um perigo, eu te oriento a buscar em qual parte destrutiva da sua personalidade você está identificado. Estou falando de uma identificação que talvez não esteja consciente. Mas existe. Existem expedientes desonestos, existem maldades e destrutividade com os quais você está identificado. É muito importante que você tome consciência disso, para que você possa se mover em direção a sustentar o prazer, sustentar o êxtase. É uma questão de identidade. Com qual parte da sua personalidade você está identificado. Alguns podem compreender esta linguagem, outros não. No próximo ano eu vou ser mais didático com vocês. Se vocês estiverem dispostos, eu estou disposto a dar mais, de uma forma contínua, conhecimento… início, meio e fim, para facilitar o seu entendimento. Atualmente eu tenho trabalhado de uma forma muito espontânea, muito livre, respondo às suas perguntas, mas poderemos também trabalhar de uma forma mais didática, para que você possa compreender com mais clareza aonde você está dentro do labirinto da mente, e como é que você pode sair.

Mas independentemente destas aulas, eu comecei dizendo que você tem recebido instrução. Você tem recebido. Instruções valiosas do que fazer. E se você se encontra esmorecido, sem forças, desmotivado,  muito provavelmente é porque você não colocou em prática as instruções. Lembre-se disso. Lembre-se disso. Estamos caminhando para o encerramento das atividades deste ano. Eu darei mais um satsang no dia 6 de novembro, no ashram em Nazare Paulista. Este vai ser à tarde, às 4 da tarde, para quem puder. Os festejos do dia em que eu surgi aqui neste mundo, uma vigília de mantras, 24 horas, quinta-feira… é isto? 5 e 6 de novembro. Dia 6 vai ter umas apresentações artísticas e este satsang e no domingo vai ter um yagya, vai haver uma cerimônia do fogo, para aqueles que quiserem… Depois eu vou fazer ainda um satsang em Brasília, no dia 27 de novembro, é isso? E existe uma chance ainda de um último satsang para a gente se despedir. Uma chance. Surgiu esta chance hoje, mas vocês vão receber o informativo. É só se cadastrar no mailing do site, e vocês vão receber o informativo. Então, surgiu a oportunidade de fazer ainda um último satsang, no comecinho de dezembro, então eu estou indo para a Índia, e quem for pra lá, eu estou por lá. Dando satsang todos os dias, meditando e cantando todos os dias, e aí, aqui somente estaremos retornando em maio.

Desta vez um tempo maior, vai haver o maha kumbha mela, um festival espiritual, um grande festival espiritual, aonde os buscadores vão se banhar nas águas do rio sagrado, no caso o Rio Ganges, porque acredita-se que nestas datas há uma configuração estelar que possibilita que o néctar divino, amrit, caia naquelas águas, e elas se tornam poderosas, com o poder de lavar os karmas e acelerar o processo evolutivo. Então tem milhões de pessoas indo banhar-se nas águas. Se é verdade ou não, ninguém pode saber, só indo ver.Sei que esperam 100 milhões de pessoas, entre janeiro e abril. Eu vou estar lá… (risos) É gente. Abril, Maharaj não aconselha, porque é um rush… mas janeiro e fevereiro dá pra ir. Vou estar por lá. Daí, quem não puder, tem aí sempre a possibilidade de receber algum conhecimento através do site e outros meios eletrônicos que existem por aí, e em maio estarei retornando. Ainda vai haver um ABC da paz, no ashram, que antecede o ABC da Espiritualidade. É isso, estamos terminando os trabalhos. Devagarinho estamos encerrando. Ok?

Todo o meu trabalho é pra que você acorde. Que você pare de imaginar. Que você deixe de se autoenganar. A iluminação começa quando a imaginação cessa. E você pode se lembrar de si mesmo. De momento a momento. Abençoado sejam cada um de vocês. Recebam a bênção, se libertar do autoengano, e te ajudar a te libertar das fantasias a respeito de si mesmo, e a respeito do processo do despertar. Uma luz, há uma luz querendo te iluminar. Há um raio de luz que quer atravessar as nuvens e iluminar o seu coração. Basta que você se torne receptivo. Basta que você se torne receptivo. Tem um

Curso de Formação em Constelação Sistêmica

Entrevista
com a trainer alemã Theresia Maria (Theresa Spyra)

O que é um facilitador de constelação sistêmica?

Facilitador de constelação sistêmica não é um técnico. No começo o conhecimento técnico é fundamental para guiar o terapeuta, lhe dar segurança até que o trabalho sistêmico possa acontecer por si mesmo através do intermediário do facilitador. O grande mistério é que o terapeuta não faz; ele deixa acontecer. Para isto, é necessário maior preparo e empenho sincero no treinamento. Estamos condicionados a fazer. Achamos que estamos fazendo tudo. Que tudo depende de nós – a cura, a resolução de uma questão, a boa condução da terapia… E isto não é verdade. A constelação veio para nos mostrar que as coisas acontecem, quando permitimos, e o que acontece pode ficar visível. A solução ou bom encaminhamento dentro da constelação ocorre quando o facilitador se coloca a serviço do seu trabalho – a serviço do seu próprio sistema como terapeuta, em vez de se colocar como quem faz acontecer. Esta é a postura necessária para que o trabalho possa acontecer. O terapeuta não sabe as respostas. Até o saber – ou o querer saber, é perigoso, e pode levar para o caminho errado. O correto é se colocar a disposição. Se colocar abaixo do trabalho, humildemente, dando somente os toques necessários para que o trabalho aconteça por si mesmo. Esta é a grande arte, o grande segredo desta técnica.

Qual aprendizado terá o aluno que vai fazer a formação com você?

Neste treinamento os participantes serão habilitados através de várias técnicas de auto-percepção, distanciamento e dissociação, para alcançar a postura correta, que possibilita o decorrer da dinâmica de constelação da forma mais pura, sem colocar as próprias idéias e conclusões pessoais. Isso é importante para que o facilitador seja o instrumento que dá o melhor resultado possível ao cliente.

Por quais etapas de desenvolvimento passará o aluno, até estar apto a conduzir uma constelação sistêmica?

O básico é muito treinamento comigo, em primeiro lugar, onde darei todas as orientações e correções de forma individual, buscando sempre o melhor desempenho do aluno. A partir disso, os alunos treinarão também entre eles, sob a minha supervisão, passando, a seguir, por treinamentos com clientes selecionados para este fim. Finalmente, o aluno guiará a própria constelação sistêmica. O treinamento nokomando, dará suporte, supervisão e acompanhamento do estudante em todas as etapas, até que ele se sinta seguro para conduzir o seu próprio trabalho.

Um dos pontos chave que você coloca como fundamental na sua formação de constelação familiar, é que o próprio aluno, futuro facilitador, trabalhe a si e conheça profundamente o próprio sistema familiar. Por que o autoconhecimento é importante?

A constelação sistêmica somente pode ser aprendida em partes. Para se desenvolver como um competente facilitador de constelação sistêmica é necessário conhecer a si mesmo, conhecer os próprios bloqueios, eliminá-los e ampliar os seus limites. O treinamento é construído de uma forma que o participante estará trabalhando primeiramente a si próprio, entrando na aventura da auto-descoberta através da constelação sistêmica, conhecendo o próprio sistema familiar e a importância do passado e da história. Conhecerá o próprio lugar, como o de todos os que pertencem ao sistema familiar e eliminará bloqueios do passado que impedem o desenvolvimento natural no presente. Assim o aluno estará apto a atender o cliente e trabalhar as situações apresentadas, sem o risco de identificar-se com os próprios problemas pessoais mal-resolvidos.

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Análise da numerologia de Yubertson Miranda para o Site Personare

Recebi uma análise de mapa numerológico do trimestre, feito por Yubertson Miranda, através do site Personare (http://www.personare.com.br/astrologia/horoscopo) , um ótimo, sério e bem desenvolvido site de autoconhecimento, voltado à numerologia, astrologia, runas e tarot. Solicitaram que eu colocasse a minha opinião sobre o meu próprio mapa, e estou fazendo isso, agora.

Como também faço numerologia, comparei com o próprio mapa que eu fiz para mim, e vi que muitas coisas bateram. Mas isso não é o mais importante. O bacana é que, de verdade, o que está escrito tem muito a ver com o momento que estou passando. Quer um exemplo? Na síntese do trimestre, está lá:

Neste período, Alexandre, você tem a oportunidade de procurar se conhecer melhor, graças a sua receptividade e entrega aos aprendizados deste ciclo. Para isso, precisará entrar em contato com seu íntimo e superar certos medos quanto a se entregar mais corajosamente à vida e compartilhar suas percepções.

Pois é. Após relutar muito, já que minha carreira profissional até quase agora está baseada no trabalho convencional de treinamento de lideranças, resolvi assumir de vez a minha espiritualidade, sem abandonar minhas outras habilidades. Isso quer dizer que vou utilizar o meu conhecimento técnico junto com todo o aprendizado que tive durante anos e anos de participação ativa em religiões e grupos filosóficos. Mais que isso: resolvi estudar coisas que até então eu sempre reneguei como místico demais. Uma dessas coisas é justamente a “numerologia”. Outras, são as religiões afro-brasileiras, o xamanismo e as plantas de poder, em especial a ayuhuasca. Tenho encontrado respostas especiais para minhas buscas interiores, através desta abertura que me permiti. As plantas de poder tem me demonstrado novas realidades, que antes eu só tinha na mente racional, intelectual, mas nunca havia experimentado. Hoje me sinto mais íntegro, mais corajoso e pronto para fazer o que o universo deseja de mim. E o mapa de Yubertson me questiona:

Tem questionado as aparentes realidades do que observa e estuda, de modo a descobrir e compreender os mistérios que as envolve?

Acho que respondi acima. Passo por um momento de introspecção, apesar de que, por já estar me preparando para esta nova fase da minha vida, muitas pessoas maravilhosas tem cruzado o meu caminho. Acredito que se estivesse recusando o meu autodesenvolvimento, esta fase seria muito dolorosa, o que não está sendo. Graças a  Deus. Continua o mapa:

Muitas vezes, as crises deste período (seja a nível profissional, afetivo, de saúde, etc.) são os instrumentos para direcioná-lo rumo a si mesmo. Não estamos dizendo que alguma doença, por exemplo, vai acontecer. O que ressaltamos é que, caso se depare com uma situação desafiante, talvez seja recomendável que você reflita sobre a causa da mesma. Ou seja, até que ponto você, por não se permitir voltar o foco de sua atenção para seu mundo interno, não está atraindo um desafio mais significativo que o incentive a mergulhar em seus medos e desejos e ocultos.

É exatamente isso que está ocorrendo. O desafio de estar íntegro, emocional, física e espiritualmente para o meu cliente, provocou que eu buscasse mergulhar ainda mais fundo no meu emocional, nos meus medos e desejos. E olha que trabalho com a técnica terapêutica de constelação familiar sistêmica, já fiz muita terapia, chorei bastante, enfrentei de forma contundente meus problemas de relacionamento com o meu pai e minha mãe, minha postura como marido, pai e profissional… e mesmo assim, sempre tem coisas a aprender. Acho isso fantástico.

Assim, a vontade de buscar essa melhor auto-observação pode direcioná-lo a se enveredar por cursos e estudos mais profundos, mesmo que sejam técnicos (acadêmicos, profissionais). Estes podem levá-lo a um maior entendimento a respeito de si mesmo, das áreas de seu interesse e da vida como um todo.

Ao mesmo tempo em que busca especialização profissional/ acadêmica, também poderá se dedicar aos temas mais espirituais, psíquicos e filosóficos. Todas essas fontes, muito provavelmente, serão extremamente importantes para essa necessidade de ampliar sua compreensão sobre si mesmo.

Acho que bate com minhas decisões deste trimestre, feitas antes de ter acesso a este mapa ou ao que eu mesmo fiz. Além da ayuhuasca, das plantas de poder, xamanismo e religiões afro-brasileiras, tenho estudado numerologia e desenvolvido o meu lado técnico, de marketing pessoal e comunicação. Estou muito focado no estudo, com a certeza de que a realização já existe. E realmente, estou vivendo realizado, com a certeza de que todo o trabalho está sendo bem conduzido.

Poderá também querer focar sua energia para o mundo material, da segurança financeira e das vitórias profissionais. O exagero desse foco, possivelmente, mostra uma força proporcional ao seu medo de vasculhar seu inconsciente. Essa resistência de mergulhar em seu mundo interno talvez ocorra justamente porque não quer fazer essa viagem que é a oportunidade do momento.

Pois é, como disse antes, preparei-me para este momento, e por isso, não tenho enfrentado as dificuldades que poderiam vir, se eu não quisesse encarar meus medos e olhar para “dentro”. Já utilizei muita energia focando o sucesso pessoal, financeiro e profissional, e saquei que isto não adianta. A satisfação, aliada ao estar trilhando a minha missão de vida, que eu já sabia deste muito tempo, mas não tive coragem (ou preparo suficiente) para encarar, traz a satisfação – inclusive financeira. É o que está ocorrendo e continuará a ocorrer. Tenho certeza disso.

Em função desse aprendizado, você poderá se envolver de maneira marcante em um relacionamento amoroso, numa parceria de negócios ou numa viagem. São circunstâncias a partir das quais você pode trabalhar o medo de se abrir, confiar e se entregar de corpo e alma. São como pontes para uma abertura ainda mais profunda: a entrega de si mesmo à vida, vivendo cada dia sob esse amparo, sob essa condução, Alexandre.

É isso aí. Preciso dizer mais alguma coisa? Rsrsrs.

Além disso, Alexandre, talvez se incline a focar sua atenção apenas aos estudos que fiquem mais no âmbito mental, racional e analítico das situações. É um meio de descartar a realidade oculta, por medo do que essas percepções podem provocar em sua visão a respeito de si.

Foi o que percebi, após anos e anos e muita razão, estudo intelectual e… absoluto descontentamento! Quanta decepção! Achei que eu podia saber tudo, com minha mente altamente analítica. Enchi-me de muito conhecimento, e nenhuma sabedoria. Deixei sempre a intuição adormecida, trocando pelas minha soluções racionais. Chega disso!

Com isso, vai se descobrindo e acessando muitas percepções de uma maneira maravilhosa, juntamente com a ampliação de seus conhecimentos. Desenvolve a capacidade de aliar conhecimento e sabedoria. E tem a oportunidade, se quiser, de espalhar tais descobertas, ajudando as pessoas que entram em contato contigo a enxergarem com mais lucidez certas verdades.

Esta parte, quase no final da análise geral do meu mapa, define o meu estado atual, neste trimestre. Mas também, neste ano, após passar por tantas buscas e desencontros. É uma bênção poder ler isso, porque, afinal, entendi: por mais inteligência que eu tenha, por mais estudo, por mais capacidade, o universo já me reservou desde longa data um caminho. Não há como fugir dele.  É perda de tempo lutar contra, ou tentar fazer os caminhos que a sociedade diz que é para fazer. Trabalhar nesta ou naquela profissão, comprar o carro x, a casa y, usar tal ou tal roupa, ter determinada atitude, falar de um determinado jeito… Tudo isso pode desviar muito uma pessoa da sua própria essência, que é perfeita e equilibrada. Mas para acessá-la, é necessário ceder à intuição, para então utilizar a razão com acertividade, na medida certa. A intuição sempre vem primeiro. A razão é só um instrumento, e muito pobre, por sinal, quando afastada da essência. Deus é sempre o maior, o Universo é sempre o maior. Por mais que a nossa mente, ou ego queira dizer que não. Hoje percebo que é importante deixar espaço para o desconhecido, o mágico, a surpresa. A vida toda segura, com tudo pensado, tudo certinho, fica chata, monótona e extremamente cansativa.

Agradeço à equipe do site Personare, em especial à Bianca Senna, e lógico, ao Yubertson Miranda (conheça o seu blog Universo Simbólico, sobre numerologia – clique aqui), pelo mapa tão correto e tão verdadeiro. Um abraço a todos!

Alex Possato – diretor do nokomando – desenvolvimento pessoal e espiritual

Defeito de fabricação

Nasci com defeito de fabricação. Na verdade já sabia, mas agora está sendo comprovado. Já vim programada deste jeito. Ouço na mente a frase repetida tantas vezes: “Deus quis assim.” Mas, porque ele tinha que colocar os defeitos especialmente em mim? Tem tantas outras pessoas, poderia ter criado eu perfeitinha! Desse jeito gasto a minha vida toda na tentativa de arrumar o erro. Deus erra? Bom, quando era pequena aprendi na aula de religião e ouvia na igreja que foi Deus quem tudo criou, e que ele estava extremamente satisfeito com a própria criação. Tudo estava bem, diziam. Então, por que eu tinha defeito? Primeiramente, quis dar queixa diretamente ao criador, alertando-o que algo de estranho tinha acontecido. Pensando bem, depois achei melhor assumir uma postura mais humilde e simplesmente perguntar o que eu poderia fazer para eliminar o defeito e alcançar a perfeição. Eu queria ficar tão satisfeita quanto ele ficou ao criar tudo e todos… É um bom argumento, não acha?
Deus! Ajude-me a superar os meus defeitos! Está tão difícil viver assim, não consigo ser feliz, está pesando tanto! O que eu preciso fazer? Como posso superar? Dá-me força, compreensão e a solução, para que eu possa cumprir a minha missão. Do jeito que está, não dá! Tenha piedade!
Estava concentrada na minha oração devota, ajoelhada diante do “ser superior”, quando um sussurro atrapalhou a minha concentração. Já estava querendo ficar zangada comigo mesma pela falta de concentração, quando parei um pouco para perceber de onde vinha a interrupção. Qual era a causa emocional, mental ou seja lá o que for. Estou acostumada a meditar, me auto-observar, para poder me conhecer e eliminar os meus defeitos. Afinal não é fácil alcançar a perfeição. Tudo tem o seu preço e alguma coisa estou disposta a pagar. Bem, quando prestei atenção, ouvi o seguinte:
Pare de lutar contra. Aceite as coisas como são. Tem gente que nasce sem braços ou pernas, com doenças graves, e você nasceu com um pequeno defeito de fabricação, não é nada demais, de qualquer forma funciona muito bem assim. Conseguiu viver bem até agora e já alcançou muitas coisas. Agora que percebeu que tem este defeito, quer eliminá-lo, para ser melhor do que foi projetada. Até pode parecer que está querendo se colocar acima de mim: a criação está se revoltando contra o criador… Pude perceber sorriso sério, porém bondoso e acolhedor. Mas, está bem – continuou a voz. Vou lhe dar a solução para acabar com o teu sofrimento, afinal é fácil: Aceite! Não ligue para o defeito! Nem gaste sequer tempo para olhar para ele. Concentre-se na sua missão, no que você quer realizar. Pare de se julgar e querer ser melhor do que é. Melhor do que eu lhe criei, você não pode ser. Não tem erro nenhum. Pare de se queixar. E faça as coisas mesmo assim, em vez de gastar a sua vida preciosa reclamando do seu destino. Está tudo bem como está. E agora faça o seu serviço. E se vem a reclamação, o julgamento e a crítica, deixe eles passarem, caso contrário, eles têm o poder de lhe tirar do caminho que eu escolhi para você trilhar. Sei que você não quer isto. Não dê atenção ao defeito. Pode confiar que eu lhe dei tudo para você poder cumprir a sua missão. O seu caminho único. Pode confiar. Agora vá e faça o que precisa ser feito sem deixar se enganar pelas dúvidas ou pela falta de confiança. Quando você não confia em si, não está confiando em mim. Deixe passar tudo isto, e faça assim mesmo. Já está na hora, vá!
Fiquei, alguns minutos, atônita. Caramba! Então não é o defeito que é a pedra no meu caminho… é a minha insistência em me achar errada e falha. Tão simples, pensei. E depois me veio uma última frase: simples sim, só falta lembrar e agir!

Theresia Maria é alemã, trainer e facilitadora de constelação sistêmica, diretora do nokomando-desenvolvimento pessoal e espiritual

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Ser feliz, nem que seja somente neste exato instante

Eu quero é ser feliz! Esta é a resposta mais usual que temos dos nossos clientes, quando perguntamos os seus objetivos de vida. Não dá para negar: quase todo mundo quer ser feliz. Feliz nas relações, no trabalho, com sua espiritualidade, consigo mesmo. Mas quando solicitamos para especificar esta felicidade, quer dizer, o que deve especificamente acontecer para que você se sinta feliz, a pessoa cai num silêncio profundo. A maioria. Você já parou para pensar nisso? O que deve acontecer para você ser feliz, especificamente? Ter dinheiro no banco? Viagem para Roma ou Paris? Quem sabe um ano com um guru no norte da Índia? Ou seus filhos se formarem? A tão sonhada casa nas montanhas? Um ano de férias? Mas qualquer uma resposta que se dê sobre algo que deva acontecer na sua vida para você ser feliz, não resiste a mais uma pergunta: e daí? E depois de acontecer isso? Perguntinha chata, não? Mas eu faço. E faço novamente. Porque estamos mergulhando no seu interior. E dentro dele existem respostas. Possivelmente estas respostas não tem nada a ver com algo que você irá conseguir. A felicidade não reside no tempo ou espaço. Quer dizer, não pode ser medida em datas e horas, nem em lugar. Felicidade não é um fato, mas um estado. Um fato acontece, num determinado dia e lugar, pode até ser bom ou ruim, mas passa. Felicidade transcende o bom ou ruim, e flutua por sobre os fatos. Uma pessoa feliz, observa os fatos ditos “ruins”, e deixa estar. Uma pessoa feliz busca o prazer, porém, não se apega a ele. E também não foge da dor, porque sua visão transcende a dor e o prazer. Ela vê os fatos, faz o que deve ser feito, mas continua acima deles. Inclusive ela vê o fato dela mesma, em alguns momentos,  perder a paciência, ficar aborrecido, triste ou magoado. Isso são fatos, e não interfere na felicidade. A pessoa feliz não se identifica com fatos. Ela se identifica com a sua própria essência, pura, cíclica, constante, poderosa, transformadora, provocativa. A pessoa feliz se identifica com o movimento da vida, e não busca a estagnação da segurança. Não há nada absolutamente seguro, na vida. Inclusive a nossa vida, como corpo, acaba. A saúde, acaba. Um relacionamento, acaba. Bens materiais, acabam. Crenças espirituais, acabam. Ideais morrem. O que permanece? Permanece aquele que pode observar tudo o que acaba. Permanece você. Você observando suas relações, seu dinheiro, seus bens, sua saúde, suas conquistas, suas derrotas, suas dores, seu prazer, suas mágoas, porém, sem se apegar a eles. Quem sabe na simplicidade deste observar, agora, neste exato instante, a felicidade simplesmente surja…

Descubra quem você é, qual o seu caminho e vá! Oficina “Autoimagem e Caminhos”. Clique aqui e saiba mais.

Quer ser feliz? Enfrente seus medos, conheça-se e vá em frente! Conheça a  Constelação Sistêmica, com Theresa Spyra. Clique aqui e saiba mais!

Oficina Autoimagem e caminhos com constelação sistêmica

constelação familiar e estrutural sistêmica, meditação, consciência corporal, arteterapia, e muita descontração, para você ser quem você realmente é

constelação familiar e estrutural sistêmica, meditação, consciência corporal, arteterapia, e muita descontração, para você ser quem você realmente é

Querido amigo

Leveza, alívio, soluções sem nem perceber como, uma nova visão de si, da família e sentir-se parte de algo maior – estas são algumas sensações que talvez você tenha vivenciado após a constelação familiar sistêmica.

O que você acha de expandir estas sensações? Tudo começa em si mesmo: da forma como você se vê e como expressa isso ao mundo. E você é muito, muito mais do que está se vendo. Então, que tal encontrar a si mesmo, libertar-se de pensamentos e emoções que ainda influenciam a sua vida e perceber que em si, você já tem todas as habilidades para construir uma vida prazerosa, adequada ao seu jeito de ser e ao seu sistema familiar?

Imagine como será a sua vida quando você atrair para si relacionamentos baseados no crescimento mútuo e no compartilhar, e não mais nas dores do passado?

E a sua vida pessoal, seu trabalho? Como ficará no momento em que libertar-se das limitações e dos pensamentos de que “não sou bom o suficiente” e substituí-lo pela real sensação de que: estou no caminho, tenho prazer em caminhar, sei e domino o que faço e me divirto nesta jornada?

Talvez você tenha presenciado a constelação familiar como uma técnica terapêutica. Agora, apresentamos a Constelação Sistêmica como uma técnica que apresenta caminhos e soluções. E ainda trabalha bloqueios que tenham permanecido.

Na Oficina Autoimagem e Caminhos com Constelação Sistêmica (antigo Grupo de Trabalho e Estudo de Constelação Sistêmica em 12 Encontros),

Você receberá um verdadeiro e intenso presente, que mudará a sua forma de se ver (sua autoimagem), de perceber os outros, de conhecer seus pensamentos, emoções e acessar sua intuição, de agir diante das situações da vida e de determinar os próprios caminhos. Como? Veja abaixo:

1 – você faz uma constelação sua, e encontra soluções para um tema que mais lhe “pega”:

- pode ser questão familiar

- relacionamento afetivo

- caminho pessoal e sentido de vida

- caminho profissional

- questão financeira

- questão referente doença ou sintoma físico

- dúvidas a respeito de negociação de imóveis e objetos

- saber quem você é e qual a sua autoimagem

- outra qualquer que lhe esteja incomodando

2 – conhece as relações entre seu corpo, seus pensamentos e suas emoções, através de uma profunda, mas movimentada e divertida técnica de autoconhecimento corporal e arteterapia, aplicada em diversos momentos do encontro pela terapeuta corporal Silvana Parente Costa.

3 – pode discutir o seu desenvolvimento pessoal semana a semana, num grupo alegre, pequeno e amigo, acompanhado pessoalmente pela trainer e terapeuta Theresa Spyra, que realizará outras intervenções e dinâmicas, possibilitando o desbloqueio e descoberta de metas.

4 – conhece mais a fundo a teoria sistêmica, possibilitando olhar os seus relacionamentos familiares, pessoais, profissionais e afetivos sob um ângulo que evita “atritos emocionais” e possibilita melhor entendimento.

5 – descobre formas diferentes de meditar, entrando em contato “conscientemente” consigo mesmo, aprendendo a perceber um espaço “vazio” entre o que você pensa, sente e a “realidade”, que é muito diferente.

6 – descobre a sua autoimagem.  Vê em si mesmo a capacidade de intuir seu caminho, tomar suas decisões com acertividade e trazer a tona seus recursos que possibilitam você agir com precisão e equilíbrio.

Depoimentos

“O ponto maior do curso foi discernimento. Andei analisando de novo sobre o desejo, e eu senti que estava indo contra o desejo, ao ir contra o problema. Então, em vez de ir para frente, eu estava indo para trás. Aprendi que, ao invés de ir contra o problema, é melhor ir a favor do desejo. Isso faz diferença no dia-a-dia.” E. T.  – empresário

“Olhar para si mesmo: eu sempre vi isso de uma forma de se analisar com a cabeça… Era o que eu fazia, mas isso nunca me ajudou, nunca me acrescentou em nada. Neste trabalho, eu não sabia muito bem como fazer para que tivesse compreensão das minhas questões, das minhas dúvidas, mas a cada encontro, de repente, eu não ficava racionalizando as respostas, mas algo que alguém falava, ou a posição que  alguém colocava dentro do grupo… batia! Poxa, é isso! Vinham respostas sem pensar! Era somente sentir. E isso, a cada encontro, foi me ajudando em muitas e muitas coisas. Então agradeço muito a todos, quero continuar aprendendo, compreendendo mais esta forma intuitiva de respostas. Muito obrigada. Obrigada mesmo a vocês, porque foi maravilhoso.” Cristina Pereira Campos – assessora diplomática

“Acho que cada dia, cada trabalho, cada encontro, veio crescendo, e veio mostrar que as coisas são simples, e a gente às vezes é que acaba complicando. O grupo, nós já trocamos telefone, a gente sente que tem necessidade um do outro, sem julgar, sem nada, todos no mesmo barco.” Mirna Bolanho –terapeuta

“Todo mundo se sentiu tão bem, e eu lembro que, quando a gente começou, todos falaram: queria achar um caminho, queria me doar. Acho que a gente se sentiu bem porque cada um doou muito aqui, entrou muito a alegria, o sorriso, o brilho no olhar. A amizade, o carinho com que vocês acolhem faz com isso dê muito mais retorno ainda das pessoas, porque as pessoas não sentem que isto está sendo feito porque “eu paguei, estou aqui, exijo isso…”. É uma coisa tão prazerosa para vocês que transcende isso. E pra gente também é um prazer. Sinto que vocês têm amor naquilo que vocês fazem. Eu sinto isso: esta preocupação, esta dedicação de vocês, e isso foi aberto pra todo mundo do grupo que também se dedicou desta forma. Não tem como não falar que as pessoas aqui não ficaram mais ricas, mais felizes, mais leves. A gente compartilhou muitas coisas… Ficamos muito mais leves. De cada um levo um pedacinho comigo, esperando ter contribuído com alguma coisa para cada um. Esta troca, esta doação que a gente tem na constelação, não tem palavras. A gente sente mesmo.” Valéria Reis Fagiani – psicóloga

Gostou? Bem, então é só inscrever! O investimento deste encontro é um valor realmente especial, e temos pouquíssimas vagas, para este trabalho que já se iniciará na próxima terça-feira, às 19h30. Serão 10 terças-feiras inesquecíveis e mais dois sábados! Envie um e-mail e reserve o seu lugar! Ficaremos muito contentes em poder compartilhar com você este trabalho preparado com carinho e acompanhar as descobertas, semana a semana, que você experimentará.

Abraços e até mais!

Alex Possato e Theresa Spyra

Nokomando – o site da sua consciência pessoal e profissional

Despertar para a alegria e simplicidade de liderar a si, as relações, a profissão e a vida

Constelação sistêmica e imagem pessoal: formação, coaching, terapia e workshops

www.nokomando.com.br

(11) 3624-2279

Mente sem julgamento – a arte de meditar, dominar a si e ser resiliente

O primeiro tema que abordo quando falo de resiliência é a capacidade de administrar as próprias emoções. Resiliência quer dizer uma série de talentos – que você já tem, e isto é bom falar – que o ajudam a superar qualquer situação na vida, seja a mais catastrófica, até a mais gloriosa, fazendo o melhor de si, em estado de equilíbrio.

A pessoa resiliente não vive pelos resultados, e embora sempre tenha uma meta, o objetivo final não é o mais importante. Sabe o que é mais importante? É fazer o melhor de si. Em qualquer situação. E por isso, sempre vem um bom resultado. Esteja a coisa indo bem ou a vaca indo pro brejo. E é lógico: não precisa ser líder, artista, atleta ou alguém importante para ser resiliente. Existem milhões de pessoas assim, exercendo o seu papel diário na sociedade, sem se abalar com quase nada, centrado, em equilíbrio. Pessoas que olham para dentro de si, reconhecem suas fraquezas, seu pontos fracos, suas virtudes e capacidades, e utiliza todas as próprias características para fazer o melhor. Não são pessoas arrogantes, que se acham dona do mundo, porque sabem que a qualquer segundo, o inesperado pode acontecer: a morte, um acidente, a perda de alguém querido, um problema financeiro. Lidam com o próprio medo, insegurança, sentimento de culpa de forma absolutamente honesta, consciente, e assim, tiram a força emocional de querer ser quem não é, de tentar agir de forma melhor do que pode, de tentar imitar outro que, aparentemente, é melhor que si. Não existe ninguém melhor que si. Nem pior. Existem pessoas que se observam, tomam posse de tudo o que são, e assim, jogam o jogo da vida com desenvoltura. Os resilientes não tentam, porém, dominar o destino, porque o destino é imprevisível. E por ser imprevisível, não ficam focado no amanhã.  O foco é sempre o mesmo: o que posso fazer de melhor, agora. E o que há de bom, agora.

Mente sem julgamento

As pessoas que tem dificuldade de lidar com a própria emoção, que se deixam levar por impulsos de medo, raiva, culpa, inveja – e todos nós temos estes sentimentos em nós mesmos e isso não é errado, podem achar que é impossível ficar impassível diante dos altos e baixos da vida. Como fazer? Não dá! É impossível não se abalar! O mundo está ruim. Nada dá certo. As pessoas me provocam. Como não julgar?

A primeira coisa a se fazer é não se vincular com sentimentos. Você tem raiva, mas também tem alegria. Inveja, e também caridade. Amor, e também ódio. Você está além de tudo o que sente, e também, de tudo o que pensa. A desgraceira humana é achar que o homem é o que pensa e o que sente. Que absurdo! Os pensamentos pulam na mente freneticamente, como macacos descontrolados. As emoções vem e vão, ao sabor das circunstâncias! Desvincule-se do que você pensa. Você não é o que pensa. E desvincule-se do que sente. Você não é seus sentimentos. Você pode, simplesmente, observá-los… Observar? Mas como? Sim, observar… Estou com raiva, por exemplo. Mas não sou raivoso. Simplesmente, estou com raiva… Ao observar a raiva, ela vai passando rapidamente. Este é um exemplo. Outro exemplo: não estou gostando do que estou lendo… Ótimo… é possível… Ao invés de dar continuidade a este sentimento, tecendo idéias de como será o autor do texto, de onde vem as idéias malucas, quem será que acredita nestas idéias, simplesmente, observe: não estou gostando do texto.

Para que serve isso? Bem, é muito simples. Você cria um espaço de silêncio, um espaço vazio, entre um fato, quer dizer, aquilo que acontece, e a sua atitude, a sua ação. Você começa a se colocar no comando das suas emoções. Não age mais por impulso. Ao chegar o marido, e lhe falar algo que magoa, você pode simplesmente observar: estou magoada com as palavras dele. Só isso. Sem começar a viajar na maionese: ele não gosta de mim, falou de propósito, é sempre assim, estou errada mesmo… Só observa: estou magoada com estas palavras. Talvez você perceba que estas palavras, fossem vindas de quem fosse, a magoaria. Logo, o problema não está nos outros, mas no que as palavras provocam. Você começa a se conhecer, e aí, a se dominar. Você começa a ser resiliente.

Gosto de dar exemplos simples, porque são raras as pessoas que tem altos desafios de liderar equipes, orçamentos, investimentos, questões normalmente trabalhadas no desenvolvimento de liderança. O que poucas pessoas notam, é que, tanto para demitir cem pessoas, como para dizer não ao filho, se lidam com as mesmas emoções: culpa, medo, raiva, angústia, sensação de não ser bom o suficiente… A resiliência necessária é a mesma, tanto para o empresário, como para o pai. Ou para a dona de casa. Ou até o adolescente em fase pré-vestibular. E para lidar com estas emoções que, repito, todos temos, é necessário não julgar, principalmente a si mesmo. A arte de não julgar passa, sempre, pela observação de si, dos pensamentos e emoções. E ainda não inventaram nada melhor, mais barato e prático do que a meditação, para isso. Ao simplesmente sentar-se, consigo mesmo, durante meia hora ou uma hora, você pode se confrontar com pensamentos e emoções suas que, de outra maneira, passam batido durante dias, meses, anos… Você vê a sua raiva, a sua impaciência, a sua ansiedade… e aos poucos, começa a perceber que não existe só isso… Começa a ver coisas boas, ter boas sensações… e também perceberá que você não é isso. Ao simplesmente estar consigo mesmo, você vê que é muito mais que certo e errado, sensações terríveis e o êxtase, dor e prazer… Percebe que seus pensamentos, tanto os bons, como os ruins, são simplesmente… pensamentos. Suas emoções, tanto as dolorosas, como as extáticas, são somente… emoções. Você pode ser somente você, e observar que isto é muito bom. Sem querer agradar a ninguém, nem com a necessidade de fazer algo para ser melhor. Melhor para quem? Nada disso é necessário. Você, sentado consigo mesmo, sente que tudo está em seu devido lugar. Após esta percepção, a forma de agir perante o mundo, a forma de ver os fatos e as pessoas, muda totalmente.

Alex Possato é consultor, palestrante e diretor do Nokomando-desenvolvimento humano

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Inteligência emocional x imagem pessoal e aparência

Esta questão é muito interessante. Todos os nossos órgãos sensoriais estão voltados para fora, por isso, acabamos julgando os outros pela aparência que eles têm, e não exatamente pelo o que são. E o pior: por acreditar nisso, acabamos também  assumindo uma aparência muitas vezes diferente de quem realmente somos, porque queremos ser aceitos pelo grupo que pertencemos. Vestimos para agradar os outros, e não para ter prazer e assumirmos quem realmente somos. A inteligência emocional exige um olhar atento para quem somos. E isso implica, muitas vezes, em não andarmos “uniformizados”, com a cara do grupo que pertencemos. Até porque, se queremos ser aceitos (e todos queremos, de certa forma), o que adianta eu andar como todo mundo? Não serei notado. O máximo que acontece é não causar espanto. Serei alguém de pijama listrado no meio de um monte de zebras.

 

Eu considero a roupa e a aparência um dos mais divertidos testes que podemos fazer, ao nosso modo, para trabalhar a questão da inteligência emocional. Mudar a cor do cabelo, o tipo de roupa, colocar um acessório que nunca usaria… tudo isso provoca emoções. E como lidamos com as nossas emoções? Isso é inteligência emocional. Lembro-me que fui atender um cliente, um vereador de São Paulo, filho de um ex-governador de São Paulo, na Câmara Municipal. Eu estava de sandália de couro, e todos de terno ou roupa social. Ouvi o assessor sussurrar que eu era hippie. Achei engraçado, porque não sou. Atendi o cliente, trabalhamos juntos muitos anos… Fui aceito, do jeito que sou, com minha sandália de couro e tudo… O ponto principal é saber que quem tem que aceitar alguém é a própria pessoa, que aceita a si mesmo. Não é vestir-se para fazer parte do grupo, mas vestir-se para estar bem consigo. E assumir quem você é.

Lógico que cada um tem o seu próprio senso de estética e também do quanto agüenta se provocar. O objetivo não é provocar “os outros”, mas permitir-se a si mesmo. Vou deixar algumas dicas para se trabalhar a inteligência emocional através da mudança na aparência:

 

1 – investigue-se se você tem uma aparência que gostaria de ter, ou se busca somente se adequar aos outros?

2 – veja quem são seus ídolos, famosos ou não. Quem são as pessoas que admira? Como eles se comportam? Como eles se vestem? O que você vê de bom neles, que quer despertar em si também?

3 – ouse. Busque mudar um acessório. Usar cores que nunca usaria. Estilos diferentes. Cortar o cabelo de diversas formas. Mudar a cor deles. E perceba o que isso causa em você.

4 – perceba seus limites. Dê um passo de cada vez, do seu jeito. Você verá que a pessoa mais importante nesta história é você mesmo. Respeite-se profundamente.

5 – perceba o que você ganha em ser você mesmo. A alegria que é permitir-se fazer o bem para si, vestir de formas mais adequadas a si, comportar-se sem máscaras e saber dominar as próprias emoções que isso pode provocar. Leve isso como brincadeira, diversão… porque trabalhar a aparência não passa disso. É uma grande brincadeira, mas que pode provocar grandes insights.

alex_sindicato2Alex Possato é autor de CDs sobre imagem pessoal e inteligência emocional, escritor, palestrante e diretor do nokomando-desenvolvimento humano. Clique aqui e saiba mais

Dinâmica de consciência corporal, realizada no Grupo de Estudo e Trabalho

Dinâmica de consciência corporal, realizada no Grupo de Estudo e Trabalho

Oficina de Trabalho e Estudo em 12 encontros “Sendo quem você é – com constelação sistêmica”

- trabalhando a inteligência emocional – suas emoções para aceitar a si do jeito que você é, passar por todos os obstáculos que a vida oferece, e ainda se divertir, vivendo presente e em equilíbrio. Clique aqui e saiba mais.

 

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o desafio de ser honesto

O que significa ser honesto, e em especial ser honesto consigo mesmo?

No último encontro do grupo de estudo e trabalho constelação sistêmica em 12 etapas, percebi a dificuldade dos participantes responderem, quando questionei os resultados de uma tarefa de casa. Tinha pessoas que trabalharam e até colocaram as respostas no nosso fórum, estes estavam salvos, o resto precisava se explicar. Isto pelo menos era a minha impressão. Foi muito interessante em perceber como era difícil para as pessoas simplesmente dizer: eu não fiz. Isto me chamou muita atenção, especialmente porque já saímos da escola, todos são adultos e responsáveis por si mesmos, tem a própria família, criaram ou estão criando filhos, estão no meio da vida, e mesmo assim continua sendo difícil ser honesto. E não se trata de ser honesto comigo, se trata de ser honesto consigo mesmo. Com certeza o trabalho pode fluir melhor, se as pessoas participam mais, porém para quem é a tarefa de casa?

Quantas vezes vejo minha filha fazendo lição para o professor, para ser aceita, ser reconhecida, porque fez o certo, e deixar de perceber que a lição que está fazendo é para ela aprender… e não para tirar nota ou ser elogiada. Queria dizer que desta forma a lição não traz o efeito desejado, mas aí me colocaria acima da outra pessoa e da forma dela aprender, e isto não me pertence. Mesmo assim vejo como um hábito arraigado, ver o errado ou incompleto no outro, e ainda achar que eu sei melhor. Tudo faz parte do aprendizado, que é único para cada um, e depende da busca individual. Não tem o certo ou errado. Tem um caminho individual a ser trilhado, de uma forma individual.

No dia após a aula decidi cortar as bananeiras no fundo de casa. Gosto muito de mexer com as plantas, estar na natureza, e às vezes faz parte podar as plantas. Comecei e peguei gosto. A tarefa era cortar as bananeiras que estavam apodrecendo, como também as que já deram bananas, para ter espaço para os novos brotos se desenvolverem. Já tinha cortado vários troncos, quando cheguei a um bem grande e forte. Admirei a força dele e até me espantei em ver que já tinha dado bananas. Significava que precisava ser cortado. Fiz o primeiro corte, e a sensação era bem diferente dos outros cortes que eu fiz até então, mas já tinha passado pela metade do tronco. Terminei com a minha obra e arrastei a peça cortada para a grama onde se confirmou a minha suspeita, tinha cortada uma planta que ainda não tinha dado bananas. Fiquei chocada! Tinha olhado antes, mas a parte seca que eu tinha avistado não era desta planta, era da planta vizinha. Me passou pela cabeça: oh não, matei a planta! Senti-me culpada por ter terminado com a vida da bananeira precocemente, e comecei a escondê-la embaixo de outras bananeiras. Mas para que eu estava fazendo isto? Eu estava sozinha no quintal, ninguém tinha me observado, ninguém sabia o que eu tinha feito… Mesmo assim queria esconder, fazer de conta que não tinha feito nada de errado. Eu me culpei e julguei ao mesmo tempo. Minha consciência pesava, mas não tinha mais o que ser feito. Olhei pelo o toco do tronco que parecia reclamar contra a injustiça, colocando uma parte interna para fora. Ao contrário das outras bananeiras. Não tinha o que fazer, além de um… sinto muito…

Neste momento lembrei da experiência com os participantes do curso na noite anterior, e como é difícil assumir os próprios atos ou deslizes. Sim, eu cortei a bananeira, e não tem nada no mundo que pode desfazer isto. E é até engraçado, já que “somente” se trata de uma bananeira, mas muitas vezes procuramos esconder coisas ainda menores. Por tão pouco pagamos um preço tão caro, ao esconder de nós mesmos o que ocorreu, nós nos afastamos cada vez mais da nossa essência, e assim, do que estamos buscando. Só tirando os empecilhos que nós mesmos colocamos, teremos a chance de enxergar o caminho para a realização.

E é isto que eu desejo para você: ter a coragem e o prazer de ir ao encontro da própria realização, tirar as pedras da ilusão, em vez de colocar novas e ainda pintá-las, achando que isto deixa a barreira mais agradável e aconchegante. Tenha coragem de ser quem realmente é. Você vai se surpreender com o resultado.

Quer ouvir este texto narrado pela própria Theresa? Clique aqui para ouvir: áudio honestidade ou aqui para baixar: honestidade.mp3

Conheça o trabalho da trainer e coach alemã Theresa Spyra, especialista em PNL e constelação familiar e estrutural sistêmica – diretora do nokomando – desenvolvimento pessoal e profissional… Clique aqui!