
Prembaba
É com muito carinho e respeito que transcrevemos na totalidade o satsang do querido Prembaba, ocorrido no último dia 16 de outubro, onde eu, Alex Possato, Theresia Maria, e mais um grande grupo dos nossos amigos e clientes nokomando pudemos nos deliciar com as palavras, energia e amor que fluem do universo, através do trabalho deste ser especial. Aproveitamos para comunicar que a nossa querida Theresia Maria Spyra estará embarcando para a Índia no dia 20 de dezembro, onde, em companhia da terapeuta e amiga Sonia Vipassana, estará visitando locais sagrados, além de passar uma temporada de meditação e devoção no ashram de Sri Hans Raj Maharajj, guru do amado Prembaba. Boa leitura! Muitos insights!
Pergunta: Querido Prembaba. Queria pedir para falar mais sobre este processo de transformação pelo qual muitas pessoas têm passado. Como lidar com ele? Como ajudar as pessoas a compreenderem melhor? Como auxiliar estas pessoas e o que se pode fazer para minimizar a dor ou ajudar… facilitá-la?
Resposta: Você sente que está havendo um processo de transformação? Sim? Nem todos sentem. Aqueles que estão bastante anestesiados, talvez não percebam, mas quem já começou o processo de despertar da consciência, está percebendo. E quanto mais sensível, mais intenso está o processo pra você. Eu diria que talvez a mais profunda transformação que a nossa Terra já experimentou. Uma transformação que está ocorrendo em todos os níveis. Não existe separação. Tudo o que o planeta Terra está experimentando, cada um de nós está experimentando também. A crise nos recursos naturais, a crise de sustentabilidade, crise econômica, todas as mudanças no clima… são mudanças profundas. E isso é somente uma manifestação exterior do que está acontecendo dentro de cada um. Uma profunda reviravolta.
Existe uma lei espiritual que diz que o erro deve desmoronar. Todas as construções que foram criadas a partir da máscara, elas devem desmoronar, para que o verdadeiro possa surgir. Esse desmoronamento não acontece sem sofrimento, porém, ele pode ser mais fácil quando você compreende que ele é necessário. Porque a oposição que você faz a ele por considerá-lo errado, gera mais sofrimento. Quando você pode compreender que esta destruição é necessária, para que algo novo possa surgir, então fica menos sofrida. Eu estou me referindo a destruição de um modelo de vida. A destruição de uma imagem que você criou.
Trazendo isso para o seu dia-a-dia, eu tenho visto este tão profundo questionamento a respeito do que fazer, para onde ir. Eu caso ou me separo? Eu continuo neste empregou ou mudo? Eu continuo nesta cidade ou mudo, para onde eu vou? O que eu faço da vida? Tenho recebido muita gente aflita, tenho recebido muita gente desesperada. Sem saber o que fazer, nem para onde ir. E chega a mim com muita dificuldade, porque duvida que eu possa ajudar, porque está dentro de um turbilhão de medo, dúvida, raiva e tantos outros sentimentos.
E por que será que você está encarnado neste momento no planeta, este momento em que a Terra está passando por tão profunda transformação? Qual será a sua tarefa? Se você não está familiarizado com este assunto, então eu estou lhe despertando, para que você possa começar a se conscientizar… Se você ainda não pode perceber estas mudanças, em breve você irá ver, se ainda não pode perceber o óbvio. Não tem como mais evitar o impacto de uma mudança radical. O que você pode fazer é tentar minimizar, mas eu sinto que ainda o mais importante é aprender a conviver com as mudanças, e compreender qual é o seu papel neste momento.
No mais profundo eu vejo que a mudança é um trânsito do medo à confiança. O que está desmoronando é o império construído a partir do medo. O medo da escassez. O medo de que vai faltar. Daí nasce essa necessidade de acumular, de consumir, de produzir… pra poder consumir… E pra produzir tanto e consumir tanto, haja recursos naturais. Na década de 60, éramos em torno de 2 bilhões. Hoje nós somos em torno de 7 bilhões. 7 bilhões. E não para de crescer. A população não para de crescer e de agir a partir dos mesmos princípios equivocados. Porque a ignorância procria a ignorância.
E como é que está o medo dentro de você? Como é que está o medo de escassez dentro de você? Você está sendo convidado a se mover em direção à confiança. Isso implica numa mudança radical. Você me pergunta: como é que eu posso ajudar? Eu vejo, que uma forma bastante simples de ajudar é você mergulhar fundo em si mesmo, e reconhecer qual é a sua parte que lhe cabe, qual é a sua tarefa neste momento. O que você pode fazer para ir além do medo? Todos aqui, sem exceção, têm recebido instrução. Instrução que vem dos planos superiores. De diversas maneiras, a instrução tem chegado até você. Ou diretamente, ou através da intuição, ou através de um insight, de um sonho, mas você tem recebido instrução. Até do próprio ego consciente. E eu tenho visto você se esquivar da instrução. Eu tenho visto você fingindo que não é com você. Você tem colocado a instrução na gaveta. E sabe o que acontece? Você não recebe mais. Porque enquanto você não coloca em movimento o que você já recebeu, não vem mais. E aí você usa o seu velho mecanismo de se revoltar. E achar que Deus esqueceu. E se fazer de vítima.
Quando você coloca em prática aquilo que lhe é orientado, você recebe mais, cada vez mais. Você é preenchido pelo espírito santo. Até que a sua confiança vai crescendo num grau tal, que não tem mais dúvidas. Mas para você estabelecer esta tremenda confiança de que você não está sozinho, de que existe sim uma inteligência superior lhe guiando, lhe pegando pela mão e lhe levando para realizar o seu destino, você precisa colocar em prática aquilo que lhe é orientado. Você precisa arriscar seguir a sua intuição. Porque a intuição é a voz do mestre. É assim que Deus se comunica com você. Mesmo que seguindo na direção proposta pelo seu coração, o seu ego não se satisfaça… As vezes, é exatamente o contrário. Já que o plano divino está te levando para a integração do seu ego. Então o seu ego vai se decepcionar. Ele vai se frustrar. Até que você compreenda que você não tem que seguir o ego. Até que você compreenda que você vai ter que seguir o seu coração. E por mais que em dado momento da jornada, você se confunda, pouco a pouco você vai descobrindo que são coisas muito diferentes. A intuição te leva para a expansão, para a liberdade, para a realização do ser, para a realização da confiança, para a realização do amor, enquanto que o ego está sempre se entrincheirando, sempre se defendendo, sempre querendo reafirmar a separação. Então, o que você pode fazer para ajudar? Mergulhar profundamente dentro de si. A expansão da consciência não é um fenômeno mágico que vai acontecer através somente de uma influência exterior. Requer que você faça a sua parte. E a sua parte é estar atento a cada ansiedade, a cada depressão, a cada medo que surge, entendendo que isto são sinais das suas identificações que precisam ser superadas. E aí você me pergunta: como é que eu posso ajudar o outro? Você pode ajudar o outro, olhando o bom nele. Ativando as qualidades da alma do outro. Nesta fase da jornada, eu sinto que é muito importante que você comece a olhar para o bom que existe no outro e em você mesmo. Não estou dizendo para você fechar os olhos para a sombra, mas depois de ter identificado a sombra, não dê mais nenhuma alimento para ela. Nenhum. Você identificou a dúvida, retire todo e qualquer alimento dela. Coloque toda a sua intenção na confiança. A dúvida vai te espreitar, porque se trata de um condicionamento. Um condicionamento que tem uma contraparte inclusive física. Ela gera uma química, no qual você está viciado. Você quer re-experimentar aquela sensação, por pior que seja… por pior que seja.
E você precisa estar disposto a renunciar este vício. Para isso, você deve estar atento. Atento em observar o que se passa em você. Ampliar a sua percepção ao ponto de esta atento a tudo. De poder reconhecer estes pensamentos quando surgem. Pensamentos que estão a serviço de ativar o sofredor, que se alimenta das emoções negativas. Que se alimentam dos dramas. Que se alimentam das novelas que você cria, cujo enredo é sempre o mesmo: é você carente, você se sentindo inferior, você se sentindo incapaz, você achando que vai faltar dinheiro, que vai faltar comida, que vai faltar isso, que vai faltar aquilo…
E a partir deste sentimento de falta, você gera muitos outros sentimentos, sentimentos negativos que alimentam o sofrimento. O mecanismo muito comum é você ver o defeito no outro. Porque ninguém quer estar no inferno sozinho, não é verdade? Ninguém quer estar no inferno sozinho, ninguém. Você sempre tem que arrumar um jeito de trazer o outro com você. E aí você aponta o dedo, vendo o pior no outro. Então, como você pode ajudar? Olhando o melhor do outro, e trazendo o melhor dele para a superfície. Você não precisa “se cegar” para o defeito do outro. Você olha… mas não dá alimento. Por mais que a pessoa esteja identificada com pior dela, o pior do eu inferior, o pior da criança ferida, ela tem algo positivo, que deve ser identificado e ativado, através da sua atenção. É assim que você pode ajudar. É assim que você pode ajudar.
Tem também muitas outras questões girando em torno do mesmo tema: relacionamento, casamento, sexualidade. Acho que já está bom de perguntas …(risos), tem muitas perguntas aqui. Pois é, parece que este é o assunto da noite. Estou aqui só fazendo uma introdução…
Pergunta: querido Prembaba, como o senhor vê as relações amorosas nestes novos tempos?
Resposta: Então, são muitas as perguntas sobre este mesmo assunto. Aquilo que nós conhecemos como casamento, também trata-se de uma instituição criada a partir do medo. Assim como a nossa economia, assim como todo o nosso sistema de vida que está neste momento entrando em colapso. O casamento também está entrando em colapso. Normalmente, duas pessoas se encontram mas não sabem o que de fato estão procurando. Elas estão procurando algo, mas não sabem o que estão procurando. Não sabem que estão procurando uma parte de si mesmas, no outro…
Estão obcecadas com a idéia de que a segurança está em ter, em ser o exclusivo proprietário de tal bem. Assim como você faz com um carro, com a casa, com o alimento, você tem feito com o sexo oposto. Você me pergunta: como deve ser a relação amorosa neste novo tempo? Primeiro temos que entender como ela é hoje… vamos por parte. Você busca alguém para reafirmar a idéia de quem é você.
Espelho, espelho meu… existe alguém no mundo mais bela do que eu? Você quer um espelho mágico. Alguém que diga: sim, minha rainha, sim meu rei, você é a pessoa mais bela do mundo… E quando o espelho diz (espaço de silêncio e risos): Branca de Neve é a pessoa mais bela das mulheres. Aí, você que era todo cheio de amor, todo cheio de romantismo e cavalheirismo… Caçador! Eu quero o coração! O coração pode ser ou da Branca de Neve, da outra que você acha que é mais que você ou… do próprio espelho! No caso das relações amorosas, é muito comum que você queira destruir o espelho. Então, basta receber um não, que a “besta-fera” vem lá das profundezas (risos) e você quer trucidar o outro… porque ele disse não para você. O casamento tem sido um jogo, um jogo cujo objetivo é forçar o outro a dizer sim pra você. De alguma maneira dizer sim. O dizer sim talvez seja reafirmar sua miséria. Me faço compreender? Talvez, o dizer sim seja reafirmar a sua miséria. Você quer alguém que esteja constantemente reafirmando que você é uma vítima miserável. E se o outro diz: não, você não é uma vítima miserável, você também aciona a besta-fera. Tudo depende de quem você quer reafirmar. Você quer reafirmar qual imagem? Mas você quer reafirmar uma imagem. Você quer que o outro confirme esta idéia de quem é você. Mas é impossível sustentar uma mentira. É impossível sustentar uma imagem. É impossível sustentar uma máscara. Em algum momento ela começa a desmoronar. Neste modelo de casamento, o outro é um patrimônio, para reafirmar esta idéia de quem você acha que é você. É possível haver prazer? É possível haver êxtase? É possível haver celebração? Não. O que é possível é uma alegria passageira, quando o seu ego é satisfeito, quando você recebe o sim que você está querendo. Neste modelo de casamento, o outro é também o canal de expurgo do seu ódio, você que carrega as mazelas do seu passado no seu sistema, que não pôde ainda perdoar o seu pai, não pôde ainda perdoar sua mãe, pelos maus tratos, pelo desamor, real e imaginado, então, se você carrega esta vingança no seu sistema, você precisa de alguém para colocar esta energia em movimento. Se não você não suporta este ódio no seu sistema. Você implode. Você precisa de canal de alívio. Você precisa de alguém pra machucar. E as vezes, disfarçado com muito amor. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo, mas você remove todo o poder do outro, fazendo ela se sentir insegura, insegura, fazendo ela se sentir inferior, fazendo com que ela não acredite no poder dela… O nome disso é maldade. Alguém pra você culpar pelo fato de estar se sentindo infeliz. Eu tenho uma vida miserável, e você que é culpado! Olha o que você faz!
Quando você não assume a responsabilidade pela sua infelicidade, e faz o outro se sentir culpado, você faz mal de verdade. Faz mal de verdade. Isso é fruto de uma imaturidade espiritual. Quanto mais imaturo, mais você culpa o outro. Mais você acusa o outro pelas suas misérias. Quanto mais maduro espiritualmente, mais você assume a responsabilidade. Por mais que o outro esteja errado mesmo. Mas isso é problema dele, né? Então esta é uma peça que não se encena sozinho. Não é um monólogo. Tem que ter alguém. Porque é uma reedição. É uma reedição da sua infância. As feridas infantis são reeditadas na vida adulta através da escolha dos parceiros. Você escolhe a dedo. A dedo. Dentre os… quanto eu falei? (risos) Sete bilhões? Entre os sete bilhões de habitantes do planeta Terra, você escolhe aquela, aquela… e se não for aquela pessoa, você não vai se sentir entusiasmado (risos)…não vai se sentir motivado,não vai se sentir atraído, não vai se apaixonar, tem que ser aquela que aciona a sua miséria, tem que ser aquela que aciona a sua miséria (risos) para você poder ficar de quatro, estendido…
Aquela pessoa que você escolhe a dedo, ela tem o melhor dos seus pais, aquilo que mais se aproximou do amor maduro, e tem o pior deles também. Tem o pior deles também. Este é o seu trabalho, o seu desafio: identificar o que você está projetando os seus pais nesta pessoa, neste parceiro, entrar em contato com as suas feridas infantis, com as suas dores… quando o outro vem e fala que você é feio, e você quer pular no pescoço dele. Toma consciência. Quem é que você está projetando no outro? Quem é que falou que você é feio? Quem é que você está vendo? E olhar para estas contas abertas que você traz do seu passado. Olhar para as suas mágoas, os seus ressentimentos, que você traz lá de traz, e até hoje você não pôde perdoar. Se você olhar nos olhos da mamãe e nos olhos do papai, você não vai conseguir agradecer de verdade mesmo… Ainda não está na compaixão, não chegou na compaixão. É este mesmo ódio que você projeta no outro. Então, cada vez se torna uma possibilidade de cura da criança ferida. Este é o casamento que a gente conhece. Embora poucos tenham consciência inclusive disso. Muitos estão casados somente para não ficar sozinhos, ou por outros motivos. São tantos motivos, né?]
O casamento da nova era é uma outra coisa. O casamento da nova era é uma fusão de intimidade, de transparência. No casamento da nova era não há segredos entre os parceiros. É tudo colocado às claras, existe uma intensão de suportar a verdade. Tanto a sua como a do outro. E de acolher a revelação do outro. Existe uma intensão clara de se harmonizar com a lei da reciprocidade. Estar com o coração aberto quando o outro está com o coração aberto, e dizer sim quando você houve um sim. Para isso se faz necessário que o encontro aconteça em todos os planos: no físico, no emocional, no mental, no espiritual. Para que este encontro ocorra em todos estes planos, se faz necessário que você purifique todos estes planos. Enquanto houver dentro de você uma necessidade de humilhar o outro, significa que ainda você não chegou neste estágio. Então, o relacionamento ainda é o seu material de escola para você poder curar as suas feridas e tratar da sua criança. Enquanto houver um desejo de muchucar o outro, você está trabalhando com a sua criança ferida. Ainda não são dois adultos se encontrando. Você ainda não chegou na esfera tântrica.
O tantra é um fenômeno muito mal interpretado no nosso mundo. Falar em tantra, as pessoas pensam em técnicas sexuais para ter poder sobre o outro. Tantra não é para criança ferida. Tantra é só para pessoas maduras, é um fenômeno natural, um fenômeno que nasce no coração. Significa estabilidade no amor, estabilidade na união, e daí pode nascer o bramacharya solar, o celibato solar. Que é quando você pode alcançar este mesmo êxtase em meditação. Neste encontro verdadeiro, aonde dois centros se encontram, forma-se um círculo. A energia flui livremente e você experiencia o êxtase profundo. É um vislumbre do samadi. Neste encontro a mente pára, o tempo pára, o ego sai de cena, e isso te estimula a querer reter este estado. Mas já neste estágio da jornada, você sabe que se faz necessário encontrar isso de uma forma solitária. Porque você já sabe que você está buscando fora algo que está dentro de você. Você está buscando a sua contraparte, você está buscando a integração do masculino e feminino. Você está buscando a completude, e o outro é um instrumento. Se você estiver atendo a neste momento, se você fecha os olhos e realmente está com a sua percepção acordada, você pode inclusive ter um click, e neste momento, o círculo se fecha. O masculino e o feminino se encontram dentro de você, e você deixa de buscar fora. Nós estamos falando de duas coisas ao mesmo tempo. Duas coisas que se misturam. Nós estamos falando de um impulso natural do ser humano em direção à união, estamos falando de um impulso em direção à fusão, nós falamos deste poder de unir, que é uma seta, é uma luz em direção à unidade, que é o seu objetivo, o objetivo de todos nós, e estamos falando do eu inferior, da criança ferida que se apropria desta seta, se apropria deste instrumento. Ok? Estou dizendo que o casamento espiritual, o casamento cósmico, o casamento da nova era só vai acontecer quando você puder purificar os seus corpos, você puder curar as suas feridas, quando você puder se libertar do passado. Enquanto isso não ocorrer, serão duas crianças feridas se relacionamento. É um encontro de neuroses.
E… ok! Ok! Se esse é o seu momento. Eu não estou querendo que você esteja num lugar diferente. Se você precisa estar neste lugar, neste momento, ok! O que eu estou querendo é que você possa te consciência de onde você está, aonde é que você pode chegar, e o que você precisa fazer pra poder chegar aonde você pode chegar. Se você veio até aqui, claro que você está em busca da felicidade. Óbvio. Se você veio até aqui, você está querendo realizar o amor, você quer se realizar em Deus. Então, você quer saber qual é o caminho. Eu estou lhe mostrando qual é o caminho. Este casamento entre dois seres maduros ainda é um fenômeno muito raro neste planeta. Fenômeno muito raro, porque ainda é raro seres humanos que possam manifestar valores humanos, porque a maioria ainda está preso no passado, na criança ferida, nos seus pactos de vingança, no ciclo vicioso do amor imaturo, nos seus ciclos sadomasoquistas.
Este casamento baseado no medo, ele está se desfazendo. Está se desfazendo. Não tem mais espaço pro medo. Se todo o universo está te chamando para viver a partir da confiança, então o casamento também está passando por uma transformação, uma ressignificação. Você está realmente questionando. Talvez o ponto principal que deva ser compreendido como uma forma de te ajudar mais objetivamente a transitar para essa nova fase, para este casamento espiritual, é que você não pode ficar com outro, se você não pode ficar com você mesmo. Se você não se atura, como é que o outro vai te aturar? Primeiro você tem que aprender a ficar com você mesmo. Tem que aprender a meditar. Se você quer realmente transitar por este casamento espiritual, tem que aprender a meditar, tem que aprender a ficar só com você mesmo. Isto é uma condição. Estou dizendo também que este casamento é uma ponte para que você manifeste a libertação. É uma ponte para o autêntico celibato, aonde você não depende de ninguém nem de nada, porque você realizou o casamento alquímico dentro de você. Do masculino e do feminino. Então é um caminho a ser percorrido. Onde é que você está nesta jornada?
Tome consciência de onde você está… coragem… e… realizar o trabalho que tem que ser realizado. Devagarinho, realizar a purificação do seu sistema, para que o seu coração possa se abrir, e você possa sustentar o prazer.
Então, meus amados amigos, neste dia tão auspicioso, dedicado a reverenciar o aspecto da divindade que chamamos de mahalakshimi, a deusa do amor, da abundância, da prosperidade, se faz necessário que reconheçamos que este poder só se manifesta quando nós estamos dispostos a purificar o que tem que ser purificado. Este poder em si mesmo, ele nos auxilia a purificar o coração. Muitas coisas foram ditas hoje. Então, quando você chegar à sua casa, logo mais à noite, antes de você se recolher, procure se lembrar do que foi dito ou daquilo que te tocou. Isso vai te ajudar a receber o que estou lhe dando.
E para completar, alguém pergunta assim:
Pergunta: Mestre, por que temos tanta dificuldade para dominar o ego? Por que é tão difícil apenas ser? E por que as vezes temos dificuldade em receber carinho, amor, luz? Por que nós temos tantos medos?
Resposta: Esta é uma boa questão. A corrente cósmica de êxtase, ela parece aniquiladora, esmagadora, se você está identificado com algum aspecto sombrio da personalidade. Você tende a desaparecer. Então, se você tem o prazer como um perigo, o amor como um perigo, eu te oriento a buscar em qual parte destrutiva da sua personalidade você está identificado. Estou falando de uma identificação que talvez não esteja consciente. Mas existe. Existem expedientes desonestos, existem maldades e destrutividade com os quais você está identificado. É muito importante que você tome consciência disso, para que você possa se mover em direção a sustentar o prazer, sustentar o êxtase. É uma questão de identidade. Com qual parte da sua personalidade você está identificado. Alguns podem compreender esta linguagem, outros não. No próximo ano eu vou ser mais didático com vocês. Se vocês estiverem dispostos, eu estou disposto a dar mais, de uma forma contínua, conhecimento… início, meio e fim, para facilitar o seu entendimento. Atualmente eu tenho trabalhado de uma forma muito espontânea, muito livre, respondo às suas perguntas, mas poderemos também trabalhar de uma forma mais didática, para que você possa compreender com mais clareza aonde você está dentro do labirinto da mente, e como é que você pode sair.
Mas independentemente destas aulas, eu comecei dizendo que você tem recebido instrução. Você tem recebido. Instruções valiosas do que fazer. E se você se encontra esmorecido, sem forças, desmotivado, muito provavelmente é porque você não colocou em prática as instruções. Lembre-se disso. Lembre-se disso. Estamos caminhando para o encerramento das atividades deste ano. Eu darei mais um satsang no dia 6 de novembro, no ashram em Nazare Paulista. Este vai ser à tarde, às 4 da tarde, para quem puder. Os festejos do dia em que eu surgi aqui neste mundo, uma vigília de mantras, 24 horas, quinta-feira… é isto? 5 e 6 de novembro. Dia 6 vai ter umas apresentações artísticas e este satsang e no domingo vai ter um yagya, vai haver uma cerimônia do fogo, para aqueles que quiserem… Depois eu vou fazer ainda um satsang em Brasília, no dia 27 de novembro, é isso? E existe uma chance ainda de um último satsang para a gente se despedir. Uma chance. Surgiu esta chance hoje, mas vocês vão receber o informativo. É só se cadastrar no mailing do site, e vocês vão receber o informativo. Então, surgiu a oportunidade de fazer ainda um último satsang, no comecinho de dezembro, então eu estou indo para a Índia, e quem for pra lá, eu estou por lá. Dando satsang todos os dias, meditando e cantando todos os dias, e aí, aqui somente estaremos retornando em maio.
Desta vez um tempo maior, vai haver o maha kumbha mela, um festival espiritual, um grande festival espiritual, aonde os buscadores vão se banhar nas águas do rio sagrado, no caso o Rio Ganges, porque acredita-se que nestas datas há uma configuração estelar que possibilita que o néctar divino, amrit, caia naquelas águas, e elas se tornam poderosas, com o poder de lavar os karmas e acelerar o processo evolutivo. Então tem milhões de pessoas indo banhar-se nas águas. Se é verdade ou não, ninguém pode saber, só indo ver.Sei que esperam 100 milhões de pessoas, entre janeiro e abril. Eu vou estar lá… (risos) É gente. Abril, Maharaj não aconselha, porque é um rush… mas janeiro e fevereiro dá pra ir. Vou estar por lá. Daí, quem não puder, tem aí sempre a possibilidade de receber algum conhecimento através do site e outros meios eletrônicos que existem por aí, e em maio estarei retornando. Ainda vai haver um ABC da paz, no ashram, que antecede o ABC da Espiritualidade. É isso, estamos terminando os trabalhos. Devagarinho estamos encerrando. Ok?
Todo o meu trabalho é pra que você acorde. Que você pare de imaginar. Que você deixe de se autoenganar. A iluminação começa quando a imaginação cessa. E você pode se lembrar de si mesmo. De momento a momento. Abençoado sejam cada um de vocês. Recebam a bênção, se libertar do autoengano, e te ajudar a te libertar das fantasias a respeito de si mesmo, e a respeito do processo do despertar. Uma luz, há uma luz querendo te iluminar. Há um raio de luz que quer atravessar as nuvens e iluminar o seu coração. Basta que você se torne receptivo. Basta que você se torne receptivo. Tem um